O Pensio foi juntando, aos poucos, caixas dentro de caixas. Cada tela desenhava as suas de um jeito, e a Memória e as Pessoas pareciam outro app, não o mesmo do diário. Eu queria abrir o Pensio e simplesmente ler.
Então o app inteiro foi redesenhado, tela por tela, com uma regra só: um cartão vai em algo que você escolhe ou abre, e o nome dele fica na página, logo acima. Os títulos nunca vão em negrito, e as suas palavras aparecem direto na página, sem caixa em volta, numa largura confortável para ler.
O Painel foi refeito, não só arrumado. Ele abre com o seu ano: um anel de doze meses em que a espessura mostra quanto você escreveu e a cor mostra como você se sentiu. Embaixo, só aparece o que tem algo a dizer, então num dia tranquilo a página é curta, e não falta nada nela. E toda confirmação agora diz o que você perde e o que continua com você, em vez de perguntar se você tem certeza.
Nada mudou no seu diário. É o mesmo texto, só que mais fácil de ler.
Abra o seu Painel e passe o mouse sobre um mês do anel, ou toque nele no celular.
— Gabriel